Não, seu Cachorro não é seu filho !

Digo novamente: Não, absolutamente, não ! Doa a quem doer !

Ele não é seu filho
Ele não é seu filho

Por mais que esteja diante da possibilidade de desagradar muita gente, inclusive quem eu já atendi, digo pela terceira vez: Não, ele não é seu filho; e pretendo repetir mais vezes, ok ? (dá uma curtida !)

Costumo dizer que a Verdade é uma via de mão dupla dói e liberta ao mesmo tempo. Neste caso, estamos diante de uma verdade que pode ser comprovada sob vários pontos de vista, em que pese o politicamente correto ditar o contrário.

Além disso, antes de iniciar a sustentação de minha tese, gostaria de parabenizar o sujeito que fez esta postagem, afinal, ela tem uma profundidade que transcende o tempo e atinge em cheio um mal da humanidade que é a inversão de valores. Apesar de não ser Católico (sou Presbiteriano), dou muito crédito a uma referência encontrada no catecismo da Igreja Católica:

§2418 É contrário à dignidade humana, fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas. E igualmente indigno gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas.

– Catecismo da Igreja Católica

Para mim, e para outras pessoas, acredito que esta orientação seja o suficiente; caso contrário, podemos apoiar com mais meios didáticos para cumprir a finalidade a qual se destina este post:

Criança branca com fome
Criança branca com fome
Crianças asiáticas com fome
Crianças asiáticas com fome
Crianças negras com fome
Crianças negras com fome

Observem que para todos os gostos políticos, postei crianças de diversas etnias, na miséria e com fome; então, sem mimimi. Ah, e antes que me sugiram passar uma temporada nas partes miseráveis da Terra para difundir o altruísmo, digo que meu propósito na vida é bem claro e está sendo posto em prática, afinal, a fome não é fruto da falta de comida nas áreas pobres no mundo, mas sim, a inversão de valores daqueles que tem o que comer e onde se abrigar; não trabalho enxugando gelo.

Novamente, minha intenção não é magoar ou chatear ninguém, mas, certas questões só são levadas a sério quando criam impressões impactantes. Não se cura Câncer com Comprimidos de Aspirina.

Retomando o raciocínio, o ponto que quero chegar é ajudar os leitores a entenderem de forma prática, sem falso moralismo e “politicamente corretismo”, o porque não devemos ver nossos cães de estimação como filhinhos. 

Do ponto de Vista Psicológico, um dos erros mais comuns entre os tutores para com seus cães é a Humanização; ou seja, substituir aquela pessoa ausente em sua vida ou sua família com a figura de um cão, ou, interpretar seus gostos e necessidades conforme suas próprias percepções .

Este fenômeno ocorre pelo fato de que os Caninos são Amorais, portanto, não mentem, não traem, não opinam, não discernem o certo do errado, enfim, convivem com seus donos da forma que são. O fato é que A Psicologia Canina é Totalmente Diferente da Psicologia Humana; os métodos de associação e aprendizagem podem serem semelhantes, contudo, a maneira como as necessidades e motivações são encaradas, são totalmente diferentes.

Ao passo que pensamos que consolar um cão amedrontado pelos fogos de artifício vai ajudar em algo, ou seja, acalmá-lo, estamos na verdade piorando as coisas; os lobos, diante de riscos e ameaças com força maior, recuam para as cavernas e buscam abrigo até que a situação seja estabilizada; nós, por outro lado, recorremos às pessoas que nos inspiram confiança e buscamos apoio.

Portanto, proceder da forma supracitada, no exemplo dos fogos de artifício, somente reforçaria o medo sentido pelo cão (associar o carinho ao medo e em eventos futuros, sentir medo novamente com a certeza do carinho do dono); nós, pelo contrário, estaríamos apenas nos sentindo mais seguros com a apoio de alguma pessoa próxima diante de algum risco.

Fazendo analogia, nos equivocamos ao querer humanizar os cães tratando os da mesma maneira que trataríamos outra pessoa. Citei o fator psicológico, mas, cabe lembrar que há muitos tutores servindo “cervejas e vinhos caninos”, dentre outras invenções humanas, não para saciar a sede de seu animal, mas sim, seu ego e sua necessidade em ver seu cão fantasiado de gente. Responda: a natureza oferece vinhos, casinhas, docinhos e outras regalias aos seres viventes; eu acho que não, certo ?

Animais vivendo sua plenitude
Animais vivendo sua plenitude

Não apenas é interessante citar o fator psicológico e biológico de nossas diferenças entre cães e seres humanos, como também, analisar a natureza de cada um.

Veja bem, eu, Carlos, detesto trabalhar em locais fechados com rotinas fixas, prefiro uma vida mais dinâmica e ao ar livre (nada contra quem viva de modo diverso), portanto, se eu fosse obrigado a passar minha vida toda trabalhando num escritório, sob imposição de uma forma de vida superior, certamente, viveria infeliz, estressado e sem a oportunidade de desenvolver o meu potencial conforme minha natureza; ao final de contas, com meu organismo carregado de cortisol e adrenalina por viver infeliz, me tronaria uma pessoa com saúde frágil e expectativa de vida reduzida (além de insuportável convivência).

Reflita, será que seu cão é de fato feliz com o estilo de vida que você impõe a ele ?

Talvez você pense, meu “filhinho” é feliz do jeito que é ! Correto, afinal, ele foi condicionado a viver assim e talvez só conheça este estilo de vida; experimente acostumá-lo a uma vida ao campo, ao ar livre, convivendo com outros cães, sem as complexidades da vida humana. E não se esqueça, que muitas raças foram criadas para a companhia humana, logo, geneticamente impróprios para ambientes rústicos.

Cão humanizado
Cão humanizado

Para concluirmos, gostaria de resumir com algumas colocações objetivas para que, quem estiver disposto a RESPEITAR A NATUREZA DE SEU CÃO, tenha por onde começar. Vejamos:

  1. Os cães são descendentes dos lobos, ou seja: na mesma medida que os lobos sentem a necessidade de ter vida social, interagir, caçar, farejar e explorar territórios, seu cão terá também (em maior ou menor grau, dependendo da raça e temperamento, mas terá os impulsos)
  2. O que seu cão precisa não é o que você pensa que precisa; lembra dos lobos ? Se o estilo de vida de seu Dog estiver mais parecido com o seu do que os dos Lobos ou cães acostumados ao ar livre, algo está errado.
  3. Aquilo que lhe for supérfluo em termos de recursos, invista em conhecimento e educação canina, afinal, conhecimento é poder e libertação; as “frescurinhas” empurradas à nos consumidores acabam, mofam e deixam de existir; já pensou como seria muita mais útil investir no caráter e no ambiente de seu cão de estimação ? (Obs: não estou incentivando não investirem no conforto e bem estar de seu animal, apenas tenha discernimento com aquilo que é exagero e desnecessário) – CLIQUE AQUI E VEJA NOSSOS CURSOS DE ADESTRAMENTO E COMPORTAMENTO CANINO
  4. Leve em conta que, mesmo sem falar, o cão dá sinais de infelicidade; lembra do rapaz que ficaria inundado num mar de cortisol e adrenalina se trabalhasse num escritório pela vida toda e por imposição ? Pois é, se seu dog estiver constantemente estressado, doente, agitado, ansioso ou agressivo, cuidado, há algo de errado com a rotina ou ambiente ao qual ele pertence.

Por fim, quero apenas finalizar deixando claro que devemos ter EQUILÍBRIO. Entender aquilo que o cão realmente precisa e não o que pensamos que ele precisa. Dê carinho, conforto, exercícios e disciplina, busque conhecer a natureza raiz de seu animal e imitá-la em seu ambiente; estude o tema ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL.

Peço desculpas se magoei alguém, mas, como Cinotecnista, meu dever é fazer seu tempo e dinheiro valer a pena e trazer resultados; prefiro ser processado por danos morais ( a mágoa causada) do que por Charlatanismo (por serviço mal prestado ou engano ao consumidor)

Fico a disposição para esclarecer dúvidas ou comparecer em juízo caso alguém tenha se ofendido (Não se esqueça, seu Cão não é seu filho)

Obs: O cuidado com os animais é levado a sério desde a antiguidade. Independente de sua crença, veja como a bíblia retrata as normas de cuidado animal; estamos falando de civilizações antiquíssimas …

CUIDADOS ANIMAIS NA ANTIGUIDADE – RELATOS BÍBLICOS

Deuteronômio 25:4

“Não amordace o touro quando ele debulha o grão.

 

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